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Geografia |
FESTIVIDADES
As festas típicas da
ilha Terceira são de cunho religioso e, como em todo o Arquipélago,
sobressaem as do Espírito Santo. Nesta ilha têm uma maior duração,
prolongando-se desde o Domingo de Pentecostes até aos finais do verão. De
natureza caritativa, destinam-se à entrega do bodo aos mais necessitados.
Tudo começa no domingo da Trindade com o sorteio dos que serão os mordomos
da festa no ano seguinte. O primeiro a ser eleito recolhe as insígnias do
Espírito Santo - a coroa e o ceptro - na sua casa até à Pascoela, período em
que começam os festejos. Realiza-se então a coroação, em que a coroa
é colocada, na igreja da freguesia, na cabeça de uma criança ou adulto - O
Imperador -, que depois a leva em procissão a casa de um outro mordomo, que
a guarda por uma semana. Esta cerimónia repete-se todos os domingos,
passando a coroa e o ceptro pela casa dos vários mordomos, até ao dia de
festa, em que são expostos no Império. Nesse dia são confeccionadas as
tradicionais sopas do Espírito Santo e a perfumada alcatra, que são
consumidas pelos habitantes da freguesia e seus visitantes num ambiente de
festa, onde não faltam os foliões com os seus cantares e músicas. As festas
terminam, especialmente nas freguesias rurais, com alegres touradas à
corda, em que o touro é corrido nas ruas da localidade por populares
mais afoitos, sendo amarrado, porém, a uma corda que é manobrada por oito
homens.
A época carnavalesca é vivida na Terceira de uma forma intensa, genuína e
especial. Por altura do Carnaval, diversas pessoas enchem por
completo as praças, terreiros e sociedades recreativas da ilha para
assistirem ao maior encontro de teatro popular que em língua portuguesa
se faz em todo o mundo. Todos os anos percorrem as localidades da ilha
vários grupos de danças ou bailinhos, englobando mestres de
espada ou pandeiro, seus velhos ratões, dançarinos das alas e os seus
personagens que tanto podem personificar santos de altar, heróis da nossa
História ou figuras da nossa imaginação popular. De igual modo, também podem
ser retratadas figuras políticas, emigrantes e outras personagens da nossa
sociedade, fazendo-se, assim, uma sátira social.
Os bailes trapalhões, os desfiles de mascarados e a tradicional e sempre
animada Tourada dos Estudantes, realizada no sábado de Carnaval em
Angra do Heroísmo, são outras das grandes manifestações do Carnaval
Terceirense.
Merecem ainda destaque as Festas Sanjoaninas, ligadas às tradições
dos Santos Populares, que pela sua dimensão e projecção são reconhecidas e
consideradas as festas mais populares dos Açores.
Realizam-se em Angra do
Heroísmo por altura do dia de São João, 24 de Junho. Estas festas são
festejadas durante dez dias tendo início numa sexta-feira e terminando no
domingo da semana seguinte.
O programa das Sanjoaninas é constituído por um cortejo etnográfico,
espectáculos de teatro e música, desfile de marchas e filarmónicas, actuação
de danças e grupos folclóricos, realização de jogos e competições
desportivas, exibição de touradas à corda e de praça na Feira de S. João
e apresentação de fogo de artifício.
Outra figura de cartaz turístico são as já famosas Festas da Praia.
Estas realizam-se no mês de Agosto, à volta do dia 11, data em que se
comemora a Batalha que teve como palco a Baía da Praia.
Comemoradas na cidade da Praia da Vitória, o programa festivo é constituído
por um cortejo etnográfico, bodo, matança e folclore, actividades
desportivas, concertos musicais, desfile de marchas e filarmónicas, feira
de gastronomia, exposições, animação nocturna e pelas tradicionais
touradas, destacando-se a tourada à corda no areal. Estas festas terminam
com um grandioso fogo de artifício.
A Festa da Vinha e do Vinho da freguesia dos Biscoitos, realizada no
primeiro fim-de-semana de Setembro, recorda a tradição das vindimas na ilha
Terceira.
A apanha e entrega da uva, o pisar da uva, a benção do mosto e a prova do
vinho novo, associados a uma mostra de gastronomia tradicional, são os
momentos principais desta festa.
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